quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
IlustrARTE: Bienal de Ilustração no Museu da Eletricidade
A IlustrARTE, Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, hoje inaugurada no Museu da Eletricidade, em Lisboa, pretende criar um espaço de encontro e de discussão da melhor ilustração para a infância internacional, de forma a colocar Portugal na rota dos grandes eventos internacionais desta área.
Esta 5ª edição contará com a seleção de 150 ilustrações de trabalhos de 50 artistas internacionais, incluindo o italiano Valerio Vidali, premiado nesta edição com o trabalho para o álbum “Um dia, um guarda-chuva”, com história de Davide Cali, editado em Portugal pela editora Planeta Tangerina.
Outras obras premiadas com menções honrosas encontram os seus originais expostos nesta edição do IlustrARTE, no Museu da Eletricidade.
Entre os 50 artistas selecionados há quatro autores portugueses: André Letria e Bernardo Carvalho, ambos já distinguidos com o Prémio Nacional de Ilustração, André da Loba e Daniel Lima, que apresentou uma ilustração tridimensional.
Esta edição oferece mais um "passeio" pelo melhor da ilustração para a infância contemporânea, oriunda dos quatro cantos do mundo.
Como se trata de uma mostra de desenho para os mais novos, há também um recanto para eles darem largas à imaginação. “Há uma zona pensada para que os visitantes mais pequenos se possam sentar e fazer atividades com papel e lápis de cor e até uma zona onde esses desenhos possam ser expostos durante algum tempo” referiu Eduardo Filipe, um dos comissários, numa entrevista.
Esta edição decorrerá a partir de hoje, dia 12 de Janeiro até 8 de Abril.
"O Asinhas" aconselha que não perca este evento, de entrada livre, e através dele irá proporcionar ao seu filho(a) e/ou educando uma experiência nova e enriquecedora.
De 13 de Janeiro a 8 de Abril de 2012
Inauguração 12 de Janeiro, 21h30
Museu da Electricidade
Av.Brasília, Central Tejo, Lisboa
Terça a Domingo, das 10h00 às 18h00
Entrada livre
Fonte de consulta:
DNARTES, de 2 de Janeiro de 2012 [Em linha][Consult. em 12-01-2012]. Disponível em http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2216525
IlustrARTE [Em linha][Consult. em 12-01-2012]. Disponível em http://www.ilustrarte.net/
Rádio Renascença [Em linha][Consult. em 12-01-2012]. Disponível em http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=46439
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A alegria dos livros
O vídeo que se segue foi criado pelos proprietários de uma livraria em Toronto, Canadá, e mostra-nos que durante a noite os livros ganham vida, dançam, com muita alegria e animação.
Quem duvida que o mesmo sucede na nossa biblioteca?
Fonte de consulta:
The joy of books [Em linha][Consult. 10-01-2012]. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=SKVcQnyEIT8
Quem duvida que o mesmo sucede na nossa biblioteca?
Fonte de consulta:
The joy of books [Em linha][Consult. 10-01-2012]. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=SKVcQnyEIT8
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Comemoração do Dia de Reis na Escola
No dia 6 de janeiro a Escola EB1/JI de Loures festejou os Reis com inúmeras e divertidas atividades.
Foi proposto a toda a escola que construísse os três Reis Magos utilizando a reciclagem como meio de expressão e arte. Cada turma ficou encarregue de desenvolver uma parte dos Reis Magos...
Espírito de equipa, articulação, criatividade e imaginação a trabalhar e os Reis Magos ficaram de abismar…
Para comemorar este dia confecionou-se um Bolo-Rei, sugestão essa que surgiu de um dos alunos da Unidade. No dia anterior aos Reis, elaborou-se a lista dos ingredientes a comprar e os alunos da Unidade foram às compras.
No dia de Reis iniciou-se o dia com o colocar das coroas...
...e com o confecionar do bolo, os alunos que beneficiam de Educação Especial também participaram na atividade.
O Bolo-Rei ficou grande e saboroso… partiu-se o bolo e toda a escola apreciou e se deliciou…
“Num país distante viviam três homens muito ricos e sábios, por isso eram chamados de Magos…” E assim, começou a apresentação em PowerPoint “Os Reis Magos e a tradição de Natal”, contada na Unidade, para os seus alunos e para os alunos convidados.
Estavam todos muito atentos ao ouvir tão bela tradição…
“…Gaspar, Belchior e Baltazar, assim se chamavam os 3 Reis Magos, decidiram seguir a estrela até que encontrarem o local onde estaria o Rei que tinha acabado de nascer…”
“… Belchior seria o representante dos povos de pele branca (europeus)… Levava ouro para oferecer ao Menino, que é o metal mais valioso que existe, o que significava que Ele era muito nobre e importante…”
“… Baltasar representaria todos os povos de pele negra (africanos) e … Para oferecer ao Menino levava Mirra, que é uma planta amarga e simboliza o sofrimento que Jesus teria na Terra para salvar a Humanidade…”
“… Gaspar seria o representante dos povos de pele amarela (asiáticos)… Ia oferecer ao Menino Jesus Incenso, que é um perfume que se queima em honra de Deus, o que queria dizer que Ele também era divino…”
“Desta forma os Reis Magos representavam os povos existentes… e iam homenagear Jesus como Rei (ouro), como Deus (incenso) e como Homem (mirra), através dos presentes que lhe levavam…”
“Assim nasceram três das tradições de Natal: o Bolo-Rei, a troca de presentes e o cantar das Janeiras.”
Segundo “O Livro do Natal” de Maria Alberta Menerés: “A côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso” . Reza a lenda do Bolo-Rei que os Reis Magos ao chegarem junto de Jesus todos queriam ser o primeiro a oferecer o seu presente. Um artesão resolveu tal situação fazendo, um bolo, coloco-lhe uma fava e dividiu-o em três partes iguais. Desta forma, a quem calhasse a fava seria o primeiro a oferecer o presente ao menino. “Assim ficou conhecido pelo nome de Bolo Rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal”.
As Janeiras são “Canções tradicionais da vida de Jesus e saudações à família e donos da casa.”
Às 11horas toda a Escola se reuniu no Pavilhão e cantou-se acompanhada pelos acordes da guitarra a canção das Janeiras, ensaiada e trabalha pelo professor das atividades de enriquecimento curricular de expressão musical.
Os alunos da professora Margarida pediram um momento e presentearam a todos, uma bela canção de Reis.
Foi um momento de muita união, aqueceu o ambiente do Pavilhão e aconchegou em cada um o coração …
Este dia foi memorável…
Para terminar:
Boas Festas, Boas Festas a Escola EB1/JI de Loures a todos quer desejar!
(Texto elaborado pelos docentes da Unidade de Ensino Estruturado).
Foi proposto a toda a escola que construísse os três Reis Magos utilizando a reciclagem como meio de expressão e arte. Cada turma ficou encarregue de desenvolver uma parte dos Reis Magos...
Espírito de equipa, articulação, criatividade e imaginação a trabalhar e os Reis Magos ficaram de abismar…
Para comemorar este dia confecionou-se um Bolo-Rei, sugestão essa que surgiu de um dos alunos da Unidade. No dia anterior aos Reis, elaborou-se a lista dos ingredientes a comprar e os alunos da Unidade foram às compras.
No dia de Reis iniciou-se o dia com o colocar das coroas...
...e com o confecionar do bolo, os alunos que beneficiam de Educação Especial também participaram na atividade.
O Bolo-Rei ficou grande e saboroso… partiu-se o bolo e toda a escola apreciou e se deliciou…
“Num país distante viviam três homens muito ricos e sábios, por isso eram chamados de Magos…” E assim, começou a apresentação em PowerPoint “Os Reis Magos e a tradição de Natal”, contada na Unidade, para os seus alunos e para os alunos convidados.
Estavam todos muito atentos ao ouvir tão bela tradição…
“…Gaspar, Belchior e Baltazar, assim se chamavam os 3 Reis Magos, decidiram seguir a estrela até que encontrarem o local onde estaria o Rei que tinha acabado de nascer…”
“… Belchior seria o representante dos povos de pele branca (europeus)… Levava ouro para oferecer ao Menino, que é o metal mais valioso que existe, o que significava que Ele era muito nobre e importante…”
“… Baltasar representaria todos os povos de pele negra (africanos) e … Para oferecer ao Menino levava Mirra, que é uma planta amarga e simboliza o sofrimento que Jesus teria na Terra para salvar a Humanidade…”
“… Gaspar seria o representante dos povos de pele amarela (asiáticos)… Ia oferecer ao Menino Jesus Incenso, que é um perfume que se queima em honra de Deus, o que queria dizer que Ele também era divino…”
“Desta forma os Reis Magos representavam os povos existentes… e iam homenagear Jesus como Rei (ouro), como Deus (incenso) e como Homem (mirra), através dos presentes que lhe levavam…”
“Assim nasceram três das tradições de Natal: o Bolo-Rei, a troca de presentes e o cantar das Janeiras.”
Segundo “O Livro do Natal” de Maria Alberta Menerés: “A côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso” . Reza a lenda do Bolo-Rei que os Reis Magos ao chegarem junto de Jesus todos queriam ser o primeiro a oferecer o seu presente. Um artesão resolveu tal situação fazendo, um bolo, coloco-lhe uma fava e dividiu-o em três partes iguais. Desta forma, a quem calhasse a fava seria o primeiro a oferecer o presente ao menino. “Assim ficou conhecido pelo nome de Bolo Rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal”.
As Janeiras são “Canções tradicionais da vida de Jesus e saudações à família e donos da casa.”
Às 11horas toda a Escola se reuniu no Pavilhão e cantou-se acompanhada pelos acordes da guitarra a canção das Janeiras, ensaiada e trabalha pelo professor das atividades de enriquecimento curricular de expressão musical.
Os alunos da professora Margarida pediram um momento e presentearam a todos, uma bela canção de Reis.
Foi um momento de muita união, aqueceu o ambiente do Pavilhão e aconchegou em cada um o coração …
Este dia foi memorável…
Para terminar:
Boas Festas, Boas Festas a Escola EB1/JI de Loures a todos quer desejar!
(Texto elaborado pelos docentes da Unidade de Ensino Estruturado).
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Novo ano ... Novos desafios!
As aulas recomeçaram no dia 3 de Janeiro e "o asinhas" continua a dar asas à imaginação e criatividades dos alunos e a solicitar o envolvimento de toda a Comunidade Escolar.
Neste regresso à escola, após a interrupção letiva do Natal, os alunos foram desafiados a participar em duas atividades dinamizadas por "o asinhas", de forma a lembrar/comemorar o Dia dos Reis.
Uma consiste num concurso que testa o conhecimento dos alunos sobre os Reis Magos e que irá decorrer até ao dia 10 de janeiro, intitulada «O que sei sobre os "Reis"»?
A outra consiste numa atividade de pesquisa, seleção e recolha das "Janeiras" e ir-se-á prolongar até ao fim deste mês. As informações obtidas pelos alunos irão fazer parte de um painel que se encontra na fase de execução a que se dá o nome «Vamos ca(n)tar "As Janeiras"».
“O asinhas” aguarda com expectativa a adesão e o entusiasmo dos alunos e conta com a participação das turmas nestes novos desafios.
Participa!
“O asinhas” conta contigo!
Como neste mês de Janeiro os “Reis” são enaltecidos na nossa biblioteca, foi organizada, em simultâneo com o lançamento das atividades acima mencionadas, uma mostra de fundo documental intitulada “Os reis, príncipes e infantes: do nosso imaginário às figuras da história portuguesa”, que tenta deste modo fazer sobressair e dar a conhecer os recursos existentes na biblioteca escolar que podem vir a apoiar o desenvolvimento curricular ao nível da História de Portugal.
Tal como em anteriores exposições os alunos e docentes estão convidados a passarem pela biblioteca e apreciá-los, lendo individualmente ou em grupo, e a requisitá-los para empréstimo domiciliário.
Neste regresso à escola, após a interrupção letiva do Natal, os alunos foram desafiados a participar em duas atividades dinamizadas por "o asinhas", de forma a lembrar/comemorar o Dia dos Reis.
Uma consiste num concurso que testa o conhecimento dos alunos sobre os Reis Magos e que irá decorrer até ao dia 10 de janeiro, intitulada «O que sei sobre os "Reis"»?
A outra consiste numa atividade de pesquisa, seleção e recolha das "Janeiras" e ir-se-á prolongar até ao fim deste mês. As informações obtidas pelos alunos irão fazer parte de um painel que se encontra na fase de execução a que se dá o nome «Vamos ca(n)tar "As Janeiras"».
“O asinhas” aguarda com expectativa a adesão e o entusiasmo dos alunos e conta com a participação das turmas nestes novos desafios.
Participa!
“O asinhas” conta contigo!
Como neste mês de Janeiro os “Reis” são enaltecidos na nossa biblioteca, foi organizada, em simultâneo com o lançamento das atividades acima mencionadas, uma mostra de fundo documental intitulada “Os reis, príncipes e infantes: do nosso imaginário às figuras da história portuguesa”, que tenta deste modo fazer sobressair e dar a conhecer os recursos existentes na biblioteca escolar que podem vir a apoiar o desenvolvimento curricular ao nível da História de Portugal.
Tal como em anteriores exposições os alunos e docentes estão convidados a passarem pela biblioteca e apreciá-los, lendo individualmente ou em grupo, e a requisitá-los para empréstimo domiciliário.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Receita de Ano Novo
«Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(...)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre».
Carlos Drummond de Andrade
BOM ANO!
Que o ANO 2012 tenha muitas LEITURAS!
Fonte: Jornal da Poesia - Carlos Drummond de Andrade [Em linha][Consult. em 31-12-2011] Disponível www < http://www.revista.agulha.nom.br/drumm.html#receita>
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Leituras de Natal III
O PAI NATAL GULOSO
O Natal estava a chegar e o velho Pai Natal aflitíssimo! De mãos na cabeça, queixou-se às renas.
- Eu não aguento. Cada vez há mais gente à espera de presentes. É impossível fazer tanto trabalho numa noite só. Devíamos dividir o Natal. Uns festejavam no inverno e outros no verão!
Todas acharam graça à ideia mas sabiam muito bem que a data não podia mudar...
Quem se lembrou de propor uma solução foi a rena Madalena.
- Arranje um ajudante. Distribuímos os sacos por dois trenós e torna-se tudo mais rápido e mais fácil.
As companheiras reagiram logo com grande entusiasmo. Se regressassem a casa cedo, que surpresa maravilhosa para as famílias! Trataram pois de convencer o Pai Natal e ele contratou um rapaz corado, bem disposto, gordinho e … muito guloso! Tão guloso que, quando se viu no armazém das prendas, só requisitou caixas de bombons, tabletes de chocolate e pacotes de rebuçados. O trenó, cheio até cima, parecia a montra de uma pastelaria ambulante.
Satisfeitíssimo, o novo Pai Natal esfregou as mãos, esfregou a ponta do nariz que estava vermelha do frio e partiu voando por cima dos telhados. Mas como resistir à gulodice?
- Se eu provasse um chocolate? - pensava. - Se for só um, dos mais pequenos, não deve haver problema.
Não tinha experiência e portanto não sabia que os chocolates são como as cerejas. Atrás de um veio outro e outro... Assim, antes de chegar à primeira casa já tinha comido tudo.
Pobre rena Madalena! Ao olhar para trás ia desmaiando de susto. Os sacos estavam vazios, as caixas desfeitas e o trenó repleto de papéis amachucados. Furiosa, pôs-se a gritar:
- Francamente! Não tens vergonha?
- Não me ralhes, que estou agoniado.
- Claro que estás agoniado. Outra coisa não seria de esperar. Mas agora, meu lindo, não tens outro remédio senão voltar ao armazém para ires buscar mais prendas!
As renas, sempre compreensivas e simpáticas, aceitaram dar a segunda volta aos céus. Para recuperarem o tempo perdido tiveram de acelerar e fazer a distribuição à pressa. Deste modo houve casas em que caiu tudo ao contrário: a avó encontrou no sapato um belo par de patins, o pai encontrou duas bonecas, a mãe, um ursinho de peluche, o bebé, três canetas e um avental de cozinha...
Mas as pessoas não se importaram. Foi até mais divertido porque de cada vez que abriam um pacote soavam risos na sala.
- Isto? Para mim?
Depois efectuavam-se as trocas na maior alegria.
Quanto ao velho Pai Natal, resmungou imenso a caminho do Pólo Norte.
- Não volto a contratar ajudantes. Gente nova só pensa em comer. São gulosos, muito gulosos!
- Ora, ora – disse-lhe a rena Madalena – esqueça! No Natal, toda a gente é gulosa!
MAGALHÃES, Ana Maria e ALÇADA, Isabel; MARQUES, Carlos (il.)- Natal! Natal!: cinco histórias e uma peça de teatro; Lisboa, Caminho, 2004, pág.10-11
O Natal estava a chegar e o velho Pai Natal aflitíssimo! De mãos na cabeça, queixou-se às renas.
- Eu não aguento. Cada vez há mais gente à espera de presentes. É impossível fazer tanto trabalho numa noite só. Devíamos dividir o Natal. Uns festejavam no inverno e outros no verão!
Todas acharam graça à ideia mas sabiam muito bem que a data não podia mudar...
Quem se lembrou de propor uma solução foi a rena Madalena.
- Arranje um ajudante. Distribuímos os sacos por dois trenós e torna-se tudo mais rápido e mais fácil.
As companheiras reagiram logo com grande entusiasmo. Se regressassem a casa cedo, que surpresa maravilhosa para as famílias! Trataram pois de convencer o Pai Natal e ele contratou um rapaz corado, bem disposto, gordinho e … muito guloso! Tão guloso que, quando se viu no armazém das prendas, só requisitou caixas de bombons, tabletes de chocolate e pacotes de rebuçados. O trenó, cheio até cima, parecia a montra de uma pastelaria ambulante.
Satisfeitíssimo, o novo Pai Natal esfregou as mãos, esfregou a ponta do nariz que estava vermelha do frio e partiu voando por cima dos telhados. Mas como resistir à gulodice?
- Se eu provasse um chocolate? - pensava. - Se for só um, dos mais pequenos, não deve haver problema.
Não tinha experiência e portanto não sabia que os chocolates são como as cerejas. Atrás de um veio outro e outro... Assim, antes de chegar à primeira casa já tinha comido tudo.
Pobre rena Madalena! Ao olhar para trás ia desmaiando de susto. Os sacos estavam vazios, as caixas desfeitas e o trenó repleto de papéis amachucados. Furiosa, pôs-se a gritar:
- Francamente! Não tens vergonha?
- Não me ralhes, que estou agoniado.
- Claro que estás agoniado. Outra coisa não seria de esperar. Mas agora, meu lindo, não tens outro remédio senão voltar ao armazém para ires buscar mais prendas!
As renas, sempre compreensivas e simpáticas, aceitaram dar a segunda volta aos céus. Para recuperarem o tempo perdido tiveram de acelerar e fazer a distribuição à pressa. Deste modo houve casas em que caiu tudo ao contrário: a avó encontrou no sapato um belo par de patins, o pai encontrou duas bonecas, a mãe, um ursinho de peluche, o bebé, três canetas e um avental de cozinha...
Mas as pessoas não se importaram. Foi até mais divertido porque de cada vez que abriam um pacote soavam risos na sala.
- Isto? Para mim?
Depois efectuavam-se as trocas na maior alegria.
Quanto ao velho Pai Natal, resmungou imenso a caminho do Pólo Norte.
- Não volto a contratar ajudantes. Gente nova só pensa em comer. São gulosos, muito gulosos!
- Ora, ora – disse-lhe a rena Madalena – esqueça! No Natal, toda a gente é gulosa!
MAGALHÃES, Ana Maria e ALÇADA, Isabel; MARQUES, Carlos (il.)- Natal! Natal!: cinco histórias e uma peça de teatro; Lisboa, Caminho, 2004, pág.10-11
Leituras de Natal II
O PRIMEIRO NATAL EM PORTUGAL
É véspera de Natal. Mas não para Irina. Para ela só será Natal a 7 de Janeiro, quando as aulas tiverem recomeçado.
A mãe aproveita umas horas extra, na pastelaria, para preparar fornadas de bolos-reis.
O pai, antes de sair, marcou-lhe páginas e páginas de trabalhos de casa. É preciso, para poder acompanhar os colegas.
Folheando o dicionário, a pequena ucraniana procura as palavras portuguesas que há-de escrever em frente das que tão bem conhece.
ОЛiВЕДЬ — lápis
ЗОШИТ — caderno
КИГА — livro
ШКОЛА — escola
Tudo diferente! Até o abecedário... Na escola, os outros fazem pouco dela e chamam-lhe “língua de trapos”. Que quererá isso dizer?
Vai à página 190, logo em seguida à 293. Era de calcular...
Tem, no entanto, orgulho em ser a melhor a matemática. Ninguém a bate em contas. Quando a professora entrega os testes e lhe dá vinte, há sempre um grupinho irritado que, no recreio seguinte, se junta, numa roda, à sua volta, cantarolando:
Irina, Irina, Irina,
Que menina tão fina!
Tem cara cor de sal,
Olhos cor de piscina.
Cabelos cor de margarina.
Ai, doem-te as saudades?
Vai tomar aspirina.
Na Ucrânia deixou tantos amigos...
Evita aqueles olhos escuros que se fixam nela, uns curiosos, outros trocistas, outros indiferentes.
Sente-se como uma extraterrestre. Porque é que os pais a mandaram vir?
Isola-se no recreio, a um canto, tentando desvendar a algaraviada das conversas. Às vezes, o Afonso murmura-lhe ao ouvido um segredo:
— Pareces uma fada!
E foge logo a correr.
Que palavrão será “fada”? Nem vale a pena procurar no dicionário. Algumas palavras que lhe dizem nem sequer lá vêm. A princípio ainda perguntou à mulher da limpeza o que significavam mas ela empurrou-a com a esfregona.
— Ordinária! Estes imigrantes mal sabem falar mas fixam logo a porcaria... Porque não voltam para o sítio de onde vieram?
Com lágrimas nos olhos, Irina vai agora à janela e vê as luzinhas acender e apagar nas árvores despidas. Por trás das paredes deslavadas das velhas casas, decerto se celebra a consoada. Como será?
Doze pratos se punham na mesa de festa no Natal da sua terra. Uma em memória de cada apóstolo.
É Natal em Portugal. Que interessa? A família está dispersa. A mãe a fazer bolos-reis que não vai provar porque para os ortodoxos é tempo de sacrifício e jejum. O pai lá anda, na construção civil. Como mais ninguém queria trabalhar na noite de 24, foi, sozinho, pintar um café que está a ser remodelado, ao fundo da rua. Os dois irmãos mais novos ficaram em Priluki, lá longe, com a avó.
Irina aquece a sopa e arranja uma sandes de queijo. Como pesa o silêncio!
De repente, sente um grito abafado no andar de cima. Algum assalto? Alguém que caiu? Não sentiu passos nem o baque de uma queda...
Com o coração a bater, põe-se a espreitar pelo óculo. Nada!
— Acudam! Acudam!
Mais ninguém se encontra no prédio. As lojas do rés-do-chão estão fechadas, os vizinhos do primeiro andar foram de férias. Por cima, na mansarda, mora uma rapariga nova, gorda, pálida.
Irina abalança-se a subir. A porta encontra-se apenas encostada e a miúda entra, a medo. Já ninguém grita. Um gemido fraco ecoa ao fundo do corredor.
Haverá feridos? Tem horror ao sangue. Por um momento, pensa em voltar para trás. Mas prossegue, pé ante pé, até ao quarto.
Deitada na cama, a moça, que ela conhece de vista, geme, agarrada à barriga enorme. Irina aproxima-se, repara que está alagada em suor.
— Ladrão atacar tu? Estar doente?
Tremendo, a outra responde:
— Chama o 112. O bebé vai nascer.
Que será o 112? Estará ela a delirar? Quase desfalece.
Então Irina precipita-se pela escada abaixo. A rua encontra-se deserta. Não conhece ninguém nas redondezas. Corre até ao café onde o pai está a pintar paredes.
— Pai, pai! — grita ela.
Anton desce do escadote, pousa o rolo, inquieto ao ver a filha naquela aflição.
— Que foi? Aconteceu alguma desgraça?
Mal sabe o que se passa, marca um número no telemóvel, dá a morada, pede urgência. Segue-a em passo apressado. Sobre eles desaba uma chuva gelada. Ficam com os cabelos a escorrer, encharcam os sapatos nas poças que, num instante, se formam.
Chegados ao prédio, o ucraniano galga os degraus dois a dois, entra sozinho no quarto da vizinha. A filha fica à espera.
— Irina, ferve uma panela de água. Traz-me um frasco de álcool, uma tesoura, toalhas.
A miúda obedece, confusa.
— Traz-me roupa lavada, para me mudar!
O pintor despe o fato-macaco, sujo de tinta e de pó, na casa de banho, enfia uma camisa branca, umas calças desbotadas. Esfrega as mãos e a tesoura com álcool.
— Irina, a água já ferve?
De novo no quarto, fala pausadamente com a rapariga, em voz alta. Ouve-se tudo cá fora.
— Força! Coragem! Está quase...
De súbito ouve-se o choro de um bebé.
— Entra, Irina — diz, pouco depois, o pai. — Vem ajudar. Já és crescida.
Entrega-lhe o recém-nascido.
A rapariga, na cama desalinhada, sorri.
— Embrulha-o num xailinho. Está na gaveta do meio.
Irina aconchega aquele corpo tão pequenino e frágil. Embala-o devagarinho, como fazia com as bonecas. Uma minúscula mãozinha aperta então o seu polegar.
O alarme de uma ambulância apita. Pára à entrada do edifício. Duas enfermeiras precipitam-se pela porta dentro.
— Então, viram-se atrapalhados? Um parto faz sempre confusão, principalmente aos homens.
— Sou médico — confessa o ucraniano. — Mas, em Portugal, ando nas obras...
As enfermeiras cruzam um olhar subitamente triste. Examinam a criança.
— O bebé nasceu no dia de Natal. É o nosso Menino Jesus.
A mãe olha para o homem e pergunta:
— Como é que o doutor se chama?
— Anton.
— António? Quer ser o padrinho? Vou pôr-lhe o seu nome.
As enfermeiras levam a rapariga e o bebé para a ambulância.
— Vão dar um passeio até à maternidade. Estão ambos óptimos.
— Manhã nós visitar! — exclama a garota.
Já passa da meia-noite. Pai e filha descem até ao patamar do primeiro andar. Na escada nunca há luz. Felizmente a gente do 112 usa lanternas... Mas, logo que o pessoal da ambulância se afasta, a escuridão instala-se. Às apalpadelas, o pai mete a chave na fechadura. Tropeça num embrulho.
— Que será? — espanta-se ele. — Esta é uma noite de surpresas.
Sobre o tapete de cairo está um embrulho enfeitado com um laçarote cor-de-rosa. Traz um bilhete preso com fita-cola.
Para uma fada loura.
Com amizade.
A menina abre-o. É um conjunto de canetas de ponta de feltro.
— O Pai Natal português não se esqueceu de ti — ri-se o médico.
— O Afonso é a única pessoa que me trata por fada — replica a Irina, um bocadinho corada.
Corre para o dicionário, passando as páginas até à número 159 e exclama, radiante:
OЗНАКА — fada
Depois, pega numa folha de papel e desenha, a amarelo, uma estrela a brilhar, a brilhar, a brilhar.
DE: SOARES, Luísa Ducla - Há sempre uma estrela no NatalPorto, Civilização Editora, 2006
In: Preparando o Natal: títulos das histórias de Natal [Em linha][Consult. 21-12-2011] Disponível em www
É véspera de Natal. Mas não para Irina. Para ela só será Natal a 7 de Janeiro, quando as aulas tiverem recomeçado.
A mãe aproveita umas horas extra, na pastelaria, para preparar fornadas de bolos-reis.
O pai, antes de sair, marcou-lhe páginas e páginas de trabalhos de casa. É preciso, para poder acompanhar os colegas.
Folheando o dicionário, a pequena ucraniana procura as palavras portuguesas que há-de escrever em frente das que tão bem conhece.
ОЛiВЕДЬ — lápis
ЗОШИТ — caderno
КИГА — livro
ШКОЛА — escola
Tudo diferente! Até o abecedário... Na escola, os outros fazem pouco dela e chamam-lhe “língua de trapos”. Que quererá isso dizer?
Vai à página 190, logo em seguida à 293. Era de calcular...
Tem, no entanto, orgulho em ser a melhor a matemática. Ninguém a bate em contas. Quando a professora entrega os testes e lhe dá vinte, há sempre um grupinho irritado que, no recreio seguinte, se junta, numa roda, à sua volta, cantarolando:
Irina, Irina, Irina,
Que menina tão fina!
Tem cara cor de sal,
Olhos cor de piscina.
Cabelos cor de margarina.
Ai, doem-te as saudades?
Vai tomar aspirina.
Na Ucrânia deixou tantos amigos...
Evita aqueles olhos escuros que se fixam nela, uns curiosos, outros trocistas, outros indiferentes.
Sente-se como uma extraterrestre. Porque é que os pais a mandaram vir?
Isola-se no recreio, a um canto, tentando desvendar a algaraviada das conversas. Às vezes, o Afonso murmura-lhe ao ouvido um segredo:
— Pareces uma fada!
E foge logo a correr.
Que palavrão será “fada”? Nem vale a pena procurar no dicionário. Algumas palavras que lhe dizem nem sequer lá vêm. A princípio ainda perguntou à mulher da limpeza o que significavam mas ela empurrou-a com a esfregona.
— Ordinária! Estes imigrantes mal sabem falar mas fixam logo a porcaria... Porque não voltam para o sítio de onde vieram?
Com lágrimas nos olhos, Irina vai agora à janela e vê as luzinhas acender e apagar nas árvores despidas. Por trás das paredes deslavadas das velhas casas, decerto se celebra a consoada. Como será?
Doze pratos se punham na mesa de festa no Natal da sua terra. Uma em memória de cada apóstolo.
É Natal em Portugal. Que interessa? A família está dispersa. A mãe a fazer bolos-reis que não vai provar porque para os ortodoxos é tempo de sacrifício e jejum. O pai lá anda, na construção civil. Como mais ninguém queria trabalhar na noite de 24, foi, sozinho, pintar um café que está a ser remodelado, ao fundo da rua. Os dois irmãos mais novos ficaram em Priluki, lá longe, com a avó.
Irina aquece a sopa e arranja uma sandes de queijo. Como pesa o silêncio!
De repente, sente um grito abafado no andar de cima. Algum assalto? Alguém que caiu? Não sentiu passos nem o baque de uma queda...
Com o coração a bater, põe-se a espreitar pelo óculo. Nada!
— Acudam! Acudam!
Mais ninguém se encontra no prédio. As lojas do rés-do-chão estão fechadas, os vizinhos do primeiro andar foram de férias. Por cima, na mansarda, mora uma rapariga nova, gorda, pálida.
Irina abalança-se a subir. A porta encontra-se apenas encostada e a miúda entra, a medo. Já ninguém grita. Um gemido fraco ecoa ao fundo do corredor.
Haverá feridos? Tem horror ao sangue. Por um momento, pensa em voltar para trás. Mas prossegue, pé ante pé, até ao quarto.
Deitada na cama, a moça, que ela conhece de vista, geme, agarrada à barriga enorme. Irina aproxima-se, repara que está alagada em suor.
— Ladrão atacar tu? Estar doente?
Tremendo, a outra responde:
— Chama o 112. O bebé vai nascer.
Que será o 112? Estará ela a delirar? Quase desfalece.
Então Irina precipita-se pela escada abaixo. A rua encontra-se deserta. Não conhece ninguém nas redondezas. Corre até ao café onde o pai está a pintar paredes.
— Pai, pai! — grita ela.
Anton desce do escadote, pousa o rolo, inquieto ao ver a filha naquela aflição.
— Que foi? Aconteceu alguma desgraça?
Mal sabe o que se passa, marca um número no telemóvel, dá a morada, pede urgência. Segue-a em passo apressado. Sobre eles desaba uma chuva gelada. Ficam com os cabelos a escorrer, encharcam os sapatos nas poças que, num instante, se formam.
Chegados ao prédio, o ucraniano galga os degraus dois a dois, entra sozinho no quarto da vizinha. A filha fica à espera.
— Irina, ferve uma panela de água. Traz-me um frasco de álcool, uma tesoura, toalhas.
A miúda obedece, confusa.
— Traz-me roupa lavada, para me mudar!
O pintor despe o fato-macaco, sujo de tinta e de pó, na casa de banho, enfia uma camisa branca, umas calças desbotadas. Esfrega as mãos e a tesoura com álcool.
— Irina, a água já ferve?
De novo no quarto, fala pausadamente com a rapariga, em voz alta. Ouve-se tudo cá fora.
— Força! Coragem! Está quase...
De súbito ouve-se o choro de um bebé.
— Entra, Irina — diz, pouco depois, o pai. — Vem ajudar. Já és crescida.
Entrega-lhe o recém-nascido.
A rapariga, na cama desalinhada, sorri.
— Embrulha-o num xailinho. Está na gaveta do meio.
Irina aconchega aquele corpo tão pequenino e frágil. Embala-o devagarinho, como fazia com as bonecas. Uma minúscula mãozinha aperta então o seu polegar.
O alarme de uma ambulância apita. Pára à entrada do edifício. Duas enfermeiras precipitam-se pela porta dentro.
— Então, viram-se atrapalhados? Um parto faz sempre confusão, principalmente aos homens.
— Sou médico — confessa o ucraniano. — Mas, em Portugal, ando nas obras...
As enfermeiras cruzam um olhar subitamente triste. Examinam a criança.
— O bebé nasceu no dia de Natal. É o nosso Menino Jesus.
A mãe olha para o homem e pergunta:
— Como é que o doutor se chama?
— Anton.
— António? Quer ser o padrinho? Vou pôr-lhe o seu nome.
As enfermeiras levam a rapariga e o bebé para a ambulância.
— Vão dar um passeio até à maternidade. Estão ambos óptimos.
— Manhã nós visitar! — exclama a garota.
Já passa da meia-noite. Pai e filha descem até ao patamar do primeiro andar. Na escada nunca há luz. Felizmente a gente do 112 usa lanternas... Mas, logo que o pessoal da ambulância se afasta, a escuridão instala-se. Às apalpadelas, o pai mete a chave na fechadura. Tropeça num embrulho.
— Que será? — espanta-se ele. — Esta é uma noite de surpresas.
Sobre o tapete de cairo está um embrulho enfeitado com um laçarote cor-de-rosa. Traz um bilhete preso com fita-cola.
Para uma fada loura.
Com amizade.
A menina abre-o. É um conjunto de canetas de ponta de feltro.
— O Pai Natal português não se esqueceu de ti — ri-se o médico.
— O Afonso é a única pessoa que me trata por fada — replica a Irina, um bocadinho corada.
Corre para o dicionário, passando as páginas até à número 159 e exclama, radiante:
OЗНАКА — fada
Depois, pega numa folha de papel e desenha, a amarelo, uma estrela a brilhar, a brilhar, a brilhar.
DE: SOARES, Luísa Ducla - Há sempre uma estrela no NatalPorto, Civilização Editora, 2006
In: Preparando o Natal: títulos das histórias de Natal [Em linha][Consult. 21-12-2011] Disponível em www
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